quarta-feira, 18 de maio de 2011

O inicio

Ainda estou um pouco confusa, não sei bem como vou contar os “causos”, se será em ordem cronológica, se contarei todos, enfim, muitas dúvidas... Como minha “vida sentimental” anda um pouco parada, embora, alguns acreditem que estou apaixonada, outros que estou na minha melhor fase de pegadora, e a mais engraçada das suposições, que eu comecei e terminei um relacionamento recentemente. Caí em gargalhadas quando recebi esta notícia. Engraçado como as pessoas inventam, se apossam de situações, pessoas, sem ao menos comunicá-las. 


Bom, fica a dica, quando você resolver iniciar um relacionamento com alguém comunique este alguém. Pois é no mínimo estranho iniciar e terminar um namoro sem que a outra pessoa saiba. Mas, isso é assunto para depois ainda estou muito abalada psicologicamente rs.

Apesar destas suposições, creio que estou mais para os trechos de Sem Companhia de Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro:



Agora estou num cais
Onde há uma eterna calmaria
E eu não aguento mais
Viver em paz
Sem companhia.”


E sendo assim, resolvi começar pelo começo. Pelo primeiro amor, primeira decepção, primeiras descobertas...
Muitos anos atrás, minha cidade natal era ainda mais pacata e meu super bairro de 4 ruas então nem se fala. Qualquer coisa era um grande acontecimento, até mesmo a inauguração de uma padaria. A tal padaria que se instalou quase na esquina de minha rua seria o cenário de minha primeira paixão.


Com uma padaria próxima a minha casa passei a ser encarregada de comprar os pães e os demais ingredientes para o café da manhã. Em uma dessas compras, me deparei com um mocinho bastante simpático que ficava no caixa. Começamos com algumas trocas de olhares, sorrisos tímidos... De repente, tudo era pretexto para eu ir a padaria. Até mesmo os cigarros de minha mãe, os quais eu detestava. Com o tempo vieram os brindes, uma balinha a mais, um docinho, um pão, um aperto de mão, pequenos diálogos... Quando ele passava em minha rua aos fins de semana em sua motocicleta meu coração acelerava... Mas não saía disso...


Foi então que percebi que não dominava a arte da sedução (e ainda não domino até hoje), que não possuía a malícia, a desenvoltura das outras meninas (ok, ainda não possuo rs, mas cada um com seus atrativos). E isso ficou ainda mais claro quando certa vez fui fazer minhas compras e o vi aos beijos com a filha do quitandeiro. Meu mundo desabou... Passei odiar aquela padaria... Por sorte esta faliu pouco tempo depois e trocaram-se os donos e funcionários. Minha primeira paixão, minha primeira decepção, meu primeiro encosto... o Ursinho Pooh.