sábado, 28 de abril de 2012

Causos - O tarado do jardim

Mais um post da série causos amorosos, bora aproveitar a "inspiração" ou preguiça de limpar a casa mesmo rs. No meio da história de Zé Grude aconteceram outros causos amorosos paralelos. Não ainda não vou contar o causo que mexeu comigo e bla bla bla. Esse eu tenho que pensar muito bem na forma como irei contar.  O que tem pra hoje é a história do tarado do jardim mesmo.

Sempre tive um gosto meio peculiar. Um homem meio rude, selvagem, sempre mexeu com a imaginação desse ser que vos fala. Ao mesmo tempo que os caras magrelos também, mas isso é pra depois. Bom, no "reino" em que eu morava há muito tempo, tinha um cabeludo que eu achava lindo. Hoje eu olho e penso, "Como eu achava isso bonito...". Mas gosto é gosto, quem nunca deu uma dessas. Na verdade não era nem tanto a beleza, mas o ar selvagem, a la homem das cavernas que mexia comigo. Mas acho que eu também despertava algo no rapaz.

Em frente a minha antiga morada tinha um jardim, que as vezes se tornava um matagal mesmo, mas isso não vem ao caso. Sei lá porque, um belo dia encanei que estava enorme de gorda, era tão magra e não sabia... e resolvi iniciar mais um belo regime. Como não tinha nada saudável em casa fui bem cedo as compras, quer dizer, tentar fazer compras. Ao atravessar o jardim para sair a rua eis que encontro o tal cabeludo com uma toalha na mão correndo pelo jardim. Caí na risada, aliás o que leva uma pessoa, lá pelas 7 da matina correr por um jardim com uma toalha. Ele se aproximou com uma desculpa qualquer e me abraçou fortemente. Não me deixava soltar, na verdade eu não queria ser solta, me enchia com uns elogios besta, que me derreteram na época. Só sei que adeus compras, adeus regime e mais um causo. Fiquei horas naquele jardim...

Depois desse nossos encontros eram assim, inusitados. Eu sempre era pega nos corredores, jardins, ruas... Tinha a leve impressão que a pessoa já me observava a algum tempo e sabia da minha rotina. Sempre a mesma abordagem, me abraçava forte e eu me fazia de vítima. Até que um belo dia, eu descubro que o tal moço tinha namorada e aí começa meu serviço de terapia de casais. Melhorei muitos relacionamentos sem saber. De repente porque nunca quis nada com nada sempre atraí tranqueira.

Bom eu soube, mas fiquei na minha e fiquei esperando quando ele iria contar. E o pior, muitas vezes a namorada vinha conversar comigo, até comentava dele e eu lá com a maior cara de pau do mundo... E os encontros surpresas continuavam... até que ele, enfim, me contou a verdade. Veio dizendo que estava numa fase nebulosa com a namorada e blá blá... Ai pensei, hora de cair fora.... Disse a ele para resolver tal situação nebulosa primeiro e depois a gente conversava.

Ok os encontros terminaram, mas as surpresas não. A namorada dele estava precisando de um lugar pra ficar e advinha a casa de quem ele indicou? Sim queridos leitores, a minha. Estava a noite em casa juntamente com as meninas que dividiam a casa comigo. De repente batidas na porta. Alguém atende, escuto alguns risos e me chamam, falaram que a visita era pra mim. Quando vou atender vejo a menina. Penso fudeu... ela veio tirar satisfação comigo. Mas não, ela disse que precisava de um lugar pra ficar e que o namorado havia indicado a minha casa. Ela até poderia ficar em casa, mas jamais! Como eu que eu ia conseguir morar com a menina, todos em casa sabiam que eu era a outra... E quando ele fosse visitá-la? Na verdade saquei a jogada de mestre, tendo as duas na mesma casa, sabendo o horário de cada uma ficava mais fácil ver as duas sem correr risco... Cafa da pior espécie... Tudo isso se passou em poucos segundos em minha mente  e expliquei que ela não tinha como ela ficar em casa. Claro que não expus os reais motivos. Enquanto isso as meninas de casa me olhavam prontas para soltar gargalhadas. Dito e feito, foi eu fechar a porta e caímos aos risos.

A menina deve ter achado algum lugar pra ficar, o namoro deles deve ter melhorado. Embora algumas vezes ele tenha tentando algumas aproximações, bem mais sutis, mas gata escaldada sabe como é. Não tinha porque insistir nessa roubada, muitas outras estavam a minha espera.