sábado, 28 de abril de 2012

Causos - Zé Grude

Agora que as crises existenciais deram um tempo bora retomar os causos. Aliás essa sempre foi ou deveria ser a principal fonte desse blog. Há muitos anos já tive uma vida "amorosa" muito movimentada e cheia de roubadas, as quais já foram motivos de muitas risadas e minhas amigas Michelle e Ana me incentivaram a escrever esse blog. Tudo bem que quando escrevo perde um pouco a veia cômica, mas bora contar mais um causo...

Morava em uma casa em que o lema era festa. Foi palco de muitas festas das mais badaladas as mais miadas. Nos divertíamos muito. Numa dessas festas mais animadas conheci Zé Grude. Um mocinho bem apanhado, meio bobo, parecia inofensivo. Festa vem, festa vai, álcool vem, álcool vai... De repente estou me atracando com o mocinho atrás de uma cortina que havia na cozinha. Até hoje não sei quem teve essa brilhante ideia. Achávamos que era o lugar mais discreto da casa. Em pouco tempo viramos a atração da festa, todos queriam saber de quem era os corpos que se mexiam tanto atrás da cortina. Até que alguém puxou a cortina... A puxamos novamente e fingíamos que nada estava acontecendo. Até que voltamos a festa. Uma hora a festa acaba, as pessoas vão indo embora, vc está cansada, olha pros lados e o menino ainda está lá. Começa a jogar indiretas e nada... Ai que começaram os problemas, percebi que o mocinho inofensivo era um grude... mas beijava muito bem então deixei ele lá num cantinho e fui dormir.

Sei lá porque passei meu número de celular a ele... efeitos do álcool... tormentos... mensagens... ligações... Até que a gente se vence pelo cansaço e fica com a pessoa novamente. Um mocinho tão apanhado com beijos calientes por que não? O problema que ele grudava de uma tal forma, era sufocante. Geralmente nos víamos em minha casa. Passava madrugada, amanhecia e o menino lá. Isso porque eu o expulsava, xingava, fazia barraco... Ficava com outras pessoas na frente dele, tipo nós não temos um relacionamento entendeu? Não precisa me ligar inúmeras vezes por dia, fazer plantão na porta de casa etc... e mesmo se tivesse pelo amor. Parecia que o mundo ia acabar que tínhamos que aproveitar até a última gota...

Bom, mas de nada adiantava toda a minha grosseria... ele sempre ficava até o amanhecer e sempre  voltava para nos vermos e eu sempre cedia aos beijos... Era um ciclo... Até que um dia de fato me cansei do grude e conversamos, sem gritos, sem grosseria. Ele compreendeu e nunca mais voltou, tão simples. Ai eu comecei a sentir falta de ser cortejada, de ter sempre alguém me ligando, correndo atrás de mim... vai entender e achei que estava apaixonada pelo mocinho. Não contente me declaro a ele, via e-mail, sim uo, mas sempre fui muito tímida. Mas agora quem não queria mais nada era ele. Depois disso nunca mais nos falamos e toda vez que nos encontrávamos era uma situação constrangedora. Tentamos até conversar algumas vezes, mas soava estranho... Até que desistimos, éramos estranhos um ao outro...

 Minha paixonite por ele passou rápido, pois numa destas de ficar com outras pessoas na frente dele, conheci alguém que de fato mexeu comigo... ele começou a namorar pouco tempo depois. Enfim, cada um seguiu seu caminho...